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quinta-feira, 12 de maio de 2011

Lumia Romai - 1º Seminário do Povo Cigano de Mato Grosso do Sul

         O 1º Seminário do Povo Cigano de Mato Grosso do Sul, com o lema “Lumia Romai, que significa Universo Cigano” tem o propósito de debater a realidade do povo cigano sul-mato-grossense e propor ações específicas para as políticas públicas de cultura, educação e assistência Social. Segundo a presidente da Associação dos Ciganos de Mato Grosso do Sul, a cigana Luna Romi, o seu povo necessita discutir sobre a vulnerabilidade na qual se encontram: “A comunidade cigana precisa mostrar a cara e sair da invisibilidade”, afirma Luna Romi.

        A exemplo do que acontece nos últimos meses, a Recid (Rede de Educação Cidadã), promove mais um debate e agora tendo como temática as questões relacionadas as políticas públicas de cultura, educação e assistência social para o povo cigano sul-mato-grossense. Para Paulo Matoso, educador popular e membro do Coletivo de Coordenação Ampliada da Rede de Educação Cidadã, a mobilização do povo cigano é valiosa para as discussões, reconhecimentos e práticas dos direitos enquanto cidadãos e cidadãs: “É importante a participação de todos e todas no debate, já que esta é uma forma de discutir temas relacionados à realidade dessa população e elaborar propostas que depois possam contribuir nas discussões de políticas públicas específicas para o povo cigano do Estado de Mato Grosso do Sul”, explica Matoso.

       A Rede de Educação Cidadã é uma articulação de diversos atores sociais, entidades e movimentos populares do Brasil que assumem solidariamente a missão de realizar um processo sistemático de sensibilização, mobilização e educação popular da população brasileira, principalmente das famílias em condições de vulnerabilidade social, promovendo o diálogo e a participação ativa na superação da miséria, afirmando um projeto popular democrático e soberano de nação.
       Este evento é uma realização da Rede de Educação Cidadã e do Teatral Grupo de Risco em parceria com a Associação de Ciganos de Mato Grosso do Sul e Prefeitura Municipal de Três Lagoas. Constam na programação do primeiro dia do seminário duas rodas de conversas, sendo a primeira com o debate em torno do Resgate, Promoção e Valorização da Cultura Cigana em Mato Grosso do Sul e a segunda, Metodologia de Alfabetização do Povo Cigano. No segundo dia está reservado o debate sobre as Políticas Públicas de Assistência Social para o povo cigano, além de apontar Novas Perspectivas de Ação para os Gestores Públicos.
       Consta ainda, oficinas de formação de culinária cigana, religiosidade, danças circulares e conversas ciganas (língua cigana), além de comidas típicas, dança, e o famoso tchaio(chá) cigano.
Serviço:
 - O seminário acontecerá nos dias 14 e 15 de maio (sábado e domingo), no Arena Mix, em Três Lagoas, Mato Grosso do Sul, das 8h às 18h. Qualquer pessoa pode participar desde que, confirme presença antes do início do evento. Confirmar presença pelo endereço eletrônico: recidms@hotmail.com, e telefones: (67) 9955 6332 (Cigana Luna), (67) 9241 6227 (Fernanda) e (67) 9248 3389 (Romilda) e (67) 9282 6131 (Paulo).

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

A Rede de Educação Cidadã realiza o seminário Marçal Vive!

"O banguela dos lábios de mel não se calou"

A Rede de Educação Cidadã e o Teatral Grupo de Risco realizam o Seminário Indígena Marçal Vive!, nos dias 27 e 28 de janeiro de 2011, no espaço Romeu e Julieta, rua 26 de agosto, nº 2.335, bairro Amambaí, Campo Grande, Mato Grosso do Sul

       "O Banguela dos lábios de mel não se calou" é o lema do seminário "Marçal Vive!", que a Rede de Educação Cidadã e o Teatral Grupo de Risco promovem no dia 27 e 28 de janeiro de 2011, no espaço Romeu e Julieta, com início às 8h e término às 18h, nos dois dias. O objetivo é estudar a cultura e a realidade das comunidades indígenas de Mato Grosso do Sul em relação aos direitos e territórios e ainda, fortalecer o debate sobre as políticas públicas de saúde, educação e cultura, propondo novas perspectivas de ação.

      Igualmente, consta em nossa programação no primeiro dia do seminário duas mesas intituladas: "Políticas Públicas e Direitos Indígenas", pela manhã e "Direitos Indígenas e territórios", pela tarde. No segundo dia, iniciamos com a discussão em torno da "Saúde Indígena" e logo pela tarde "Educação e Cultura", finalizando o seminário.

       A Rede de Educação Cidadã é uma articulação de diversos atores sociais, entidades e movimentos populares do Brasil que assumem solidariamente a missão de realizar um processo sistemático de sensibilização, mobilização e educação popular da população brasileira e principalmente de grupos vulneráveis econômica e socialmente (indígenas, negros, jovens, LGBT, mulheres, etc), promovendo o diálogo e a participação ativa na superação da miséria, afirmando um Projeto Popular, democrático e soberano de Nação. 

     O Teatral Grupo de Risco é uma associação sem fins lucrativos e sempre ressaltou a preocupação com outras esferas da sociedade além das artísticas, acreditando que a arte é instrumento de inclusão e de cidadania. Executou inúmeros projetos culturais e sociais sobre meio ambiente, prevenção e saúde, trânsito, gênero e cultura, entre outros. Para o Teatral, o desenvolvimento de pesquisas sobre a formação histórica, de linguagem, de busca por novas dramaturgias e de reflexões sobre o trabalho do ator, transformou o grupo em um centro de referência no Estado.

O seminário é aberto ao público e acontece no Espaço Romeu & Julieta, das 8h às 18h. A entrada é franca, mas deverá ser confirmada pelos telefones 67 3383 0393 -  9282 6131 e 9241 6227.

Informações:
Rede de Educação Cidadã
Rua Dr. Temístocles, nº 64, Esplanada da Ferroviária, Campo Grande, MS
Fone: (67) 3383 0393 - E-mail: recidms@hotmail.com

sábado, 8 de janeiro de 2011

FOTOS DOS ÚLTIMOS MICRORREGIONAIS


Formação do Comitê em Direitos Humanos - 03 e 04/12/10




1º Seminário Afro descendentes - Furnas do Dionísio - 19 e 20/11/10



Gênero e Cultura - Transformando o Ordinário em Extraordinário - 06 e 07/11/10



quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Participação na 3ª Ciranda

Recid MS participa da 3ª Ciranda rumo a construção do Poder Popular


         A 3ª Ciranda teve iniciou com inicio dia 07 de dezembro, no Centro de Formação do CIMI em Luziania-GO. Contou com a presença de lutadores e lutadoras de  todos os Estados brasileiros. Logo no primeiro dia houve um ato no Palácio do Planalto em agradecimento aoapoio do governo federal e reivindicação da continuidade das atividades de formação da Rede. Selvino Heck, Paulo Matoso e Naiza contaram nossa história, agradeceram e apresentaram as demandas para o futuro do Poder Popular com a RECID.
O dia foi marcado pela beleza da diversidade e da conscientização.
A equipe de comunicação da 3a. Ciranda elaborou um fanzini para contar como foi este primeiro dia:
 Diário do 1º dia:
1- Chegada acolhedora
2- Descanso merecido com companhias agradáveis
3- Café da manhã ansioso e curioso pelo que virá
4- Ciranda indígena afetuosamente calorosa como preparação para um dia de descobertas dialógicas (veja as fotos aqui)
5- Lanche regado a um ótimo artesanato
6- Ana Gusmão e Mara coordenam o dia de forma bem cheirosa
7- Lurdes não precisa de microfone, para harmonizar o nosso ambiente indicando as regras de bem viver coletivo
8- Almoço corrido para iniciarmos imediatamente as reuniões, dependência que se revigora a cada dose
9- Todas/os lindas/os, rumo ao planalto central, fomos lá fazer e ver o que será
10- Assistimos um trechinho do vídeo nacional que aguçou mais ainda a curiosidade
11- Selvino Heck, Paulo Matoso e Naiza contaram nossa historia, agradeceram e muito carinhosamente apresentaram as demandas para o futuro do Poder Popular com a RECID
11- Nosso Ministro Gilberto Carvalho, derramou lágrimas emocionado com a mobilização popular e se comprometeu com a consolidação e ampliação das nossas ações. E ainda nos levou a um passeio pelo gabinete do nosso presidente 
12- Seguimos para o Balaio e de lá embalados pela beleza do dia voltamos para o nosso lar doce lar, fazer as reuniões finais, com trilha sonora do centro oeste, antes do merecido sono.
Gentileza gera gentileza...

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

3º Encontro Microrregional:

Seminário: Educação Popular em Direitos Humanos

Por  Marcel Franco Araújo Farah
             Aconteceu nos dias 03 e 04 de dezembro de 2010 o Seminário: Educação Popular em Direitos Humanos no estado do Mato Grosso do Sul. Encontro promovido pela Rede de Educação Cidadã do MS com diversas parcerias que objetivou a constituição de um Comitê Estadual de Educação em Direitos Humanos, reunindo mais de 60 militantes de diversos setores. A formação destes comitês em todos estados e em municípios da federação é uma ação elencada no Plano Nacional de Educação em Direitos Humanos de 2006.
           O interessante deste debate é a interação que há entre o que é chamado de educação em Direitos Humanos e o que entendemos (nós da Rede) como educação popular. Ambas são posturas voltadas para nossa realidade, buscando empoderar os grupos populares para que protagonizem a transformação de sua realidade local, regional e global. Garantindo direitos e mudando as relações sociais.
        Por um lado, os Direitos Humanos nos trazem conteúdos essenciais para uma transformação cultural. Por outro, a educação popular nos remete aos princípios metodológicos sobre esta educação. Ou seja: como trabalhar com estes conteúdos sem tomar o lugar do protagonista.
           Um dos destaques do encontro foram os depoimentos de diversas pessoas, marcantes em relação à situação dos Direitos Humanos na realidade do Mato Grosso do Sul. Desde abusos que sofreram por parte da polícia militar estadual na situação do despejo da ocupação urbana no bairro Tarsila do Amaral, até exemplos de vitória da luta contra o analfabetismo. A companheira Evanir Albuquerque Dias dispara: "Tenho 61 anos e só aprendi a ler e escrever no ano passado". Isso não a impediu de se pronunciar na Câmara dos Vereadores de Campo Grande cobrando soluções para os sem-teto que não fossem apenas provisórias.
          Para consolidar o comitê, várias dificuldade se colocam. O espaço reúne estudiosos/as de Direitos Humanos, como professoras/es e estudantes universitários e grupos cujos direitos são violados no cotidiano com uma referência mais prática dos mesmos. Esta divisão requer um cuidado extra com uma hierarquização dos saberes dos estudiosos/as sobre o saber dos/as demais. Este risco não pode ser menosprezado sob pena de inviabilizar as tarefas do comitê.
        Outra dificuldade presente na atividade, a ser enfrentada pelo comitê, é priorização da forma sobre o conteúdo.
         Vejamos... O segundo dia do seminário foi para discussão estatutária do referido comitê. A opção de construir o estatuto, as regras de convivência e funcionamento do comitê, antes que este seja efetivado, obriga a utilizar situações abstratas, especulações, projeções. Surgem perguntas como "se o cara for eleito mais de três vezes seguidas? e se houver desvio de funções na direção do comitê". Estas simulações: a) em geral baseiam-se em uma desconfiança generalizada em relação às disputas e manobras políticas que as brechas estatutárias podem permitir, e b) propiciam uma enfase em se construir um sistema de penalização para os casos de desrespeito das regras, como única saída válida. Ou seja: o primeiro passo de criação do comitê baseia-se na burocratização de seu documento básico, assim como a assunção do princípio da pena para resolver as situações de desacordo com as regras. Uma medida de individualização da culpa que prejudica a ideia de construção e responsabilização coletiva. Uma medida punitiva que exclui do horizonte de possibilidades alternativas como a pedagogia do exemplo, da colaboratividade, do diálogo, da solidariedade. Trata-se de uma postura de despolitização da organização, com base na influência ideológica do individualismo capitalista. Um limite para a construção de uma cultura de solidariedade, colaboração, igualdade, liberdade e luta que tem que ser superado.
           Em meio a estas contradições caminhamos. Num processo de construção de outro Brasil e mundo possível, sem desanimar e sem retroceder. Em todo caso, cabe sempre refletirmos sobre nossas práticas.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

1º Seminário Afro descendente do MS

1º Seminário de Afro descendentes Quilombolas Rurais e Urbanos do MS

“Buscando a Justiça Social”

        A Rede de Educação Cidadã nos dias 18, 19 e 20 a Primeira Edição do Seminário 1º Seminário de Afro descendentes Quilombolas Rurais e Urbanos do MS - “Buscando a Justiça Social”.

    O objetivo é promover o conhecimento sobre a situação dos (as) Afro descendente e Quilombolas, rurais e urbanos de Mato Grosso do Sul, por meio de suas histórias e experiências na comunidade, e fortalecer o seu desenvolvimento social e político.

    O seminário é aberto ao público e acontece na comunidade de Furnas do Dionisio à 65 quilômetros de Campo Grande. Dentro da programação, haverá um passeio pelas belezas de Furnas e uma feira de exposição dos produtos fabricados pela comunidade. No dia 18 e novembro haverá um ônibus que saíra da sede da Rede Educação Cidadã às 18h e retornará dia 20/11 após as 12h. A entrada é franca. 

   Acontecerá ainda em continuidade ao seminário a 4ª Edição dos Jogos e Atividades Culturais da População Negra, no parque Ayrton Senna, no dia 21 de novembro das 8h às 21h.

Serviços: Fernanda Kunzler – 9241-6227 // Paulo Matoso – 9282-6131 e Romilda Pizani 9248-3389


Por favor, confirmar participação.


quarta-feira, 3 de novembro de 2010

GÊNERO E CULTURA - "TRANSFORMANDO O ORDINÁRIO EM EXTRAORDINÁRIO"

Afrodite-se em Ponto e Rede Educação Cidadã

     O Ponto de Cultura "Afrodite-se em Ponto" e a "Rede de Educação Cidadã" realizará no próximo dia 05 e 06 o I Seminário Gênero e Cultura- Transformando o Ordinário em Extraordinário

      O objetivo do seminário é discutir a situação da mulher na sociedade contemporânea, os avanços e desafios do Programa Nacional de Políticas para as Mulheres e também fomentar novas perspectivas de ação.Na oportunidade será realizado o lançamento do vídeo documentário "1º ATO - A LIBERDADE É DENTRO". Este documentário, feito durante a montagem do espetáculo do projeto Afrodite-se "Explêndidas, as meninas que buscam o sol", acompanhou a rotina de algumas integrantes do grupo na luta cotidiana para reconstruírem suas vidas atingidas pela violência doméstica. 

      A descoberta do palco, a construção das personagens, fazem contraponto com a busca por trabalho, a criação dos filhos e a tentativa de superar o trauma de anos de agressão.
Além do filme, haverá também o lançamento oficial do site do Teatral Grupo de Risco/Afrodite-se em Ponto.

Serviço:O evento será no Armazém Cultural, próximo a Feira Central, das 8h30 às 18h.
Confirmar presença pelo telefone ou e-mail: teatral@teatralgrupoderisco.com.br // 9241-6227 Fernanda // 3042-8262 TGR // 9282-6131 Paulo Matoso

Confiram a programação: