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sábado, 3 de março de 2012

Processo da Resistência e a estratégia da Recid no Centro-Oeste


       Entre os dias 29 de fevereiro à 04 de março, educadoras e educadores de três Estados de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e o Distrito Federal se encontram no VIII Encontro Regional sob o tema “Processo da Resistência da Recid no Centro-oeste”, e lema “Memórias do Caminhar tecendo o poder popular”, com o objetivo de aprofundar a análise de conjuntura e a estratégia de atuação da Rede para a construção do Poder Popular na região, Brasil e América-Latina.
      
     A montagem de coloridos retalhos dão formas à estandartes e bolsas, que logo no início foram unidos a mística envolvente e acolhedora das e dos participantes no encontro, num momento de apresentação e integração.

    Na perspectiva da reflexão de como tecer o poder popular na região, as equipes dos Estados, montam coletivamente um estandarte simbolizando as lutas específicas vivenciando um processo místico e na prática de uma outra forma de expressão.

    Cada Estado trouxe uma análise de conjuntura dando atenção a memória de luta nas quais a Recid participou. Num contexto geral, as análises trouxeram questões fundamentais, destaca-se: Degradação ambiental, altos índices de agrotóxicos; Hidronegógio; Privatização de órgão públicos, como acontece com a saúde, entre outras, que foram identificadas como pontos em comum de lutas e preocupações.

      Diante de tantas questões emergentes, qual a estratégia da Recid? A assessoria de José Antônio Moroni, conselheiro do Instituto de Estudos Socioeconomicos (INESC), trouxe para reflexão o conceito de tática e estratégia. A Recid no Centro-Oeste analisa que necessita de maior acúmulo sobre esse debate.

      No dia seguinte, a região se debruça sobre a síntese das propostas feitas a partir da avaliação dos Estados e o texto base em relação ao Plano Nacional de Formação. Após esse momento, ainda em grupos, a análise foi sobre as políticas de Organicidade, Comunicação e Gestão Compartilhada. Esses assuntos foram debatidos e encaminhamentos.
Até amanhã (04), a região continua o encontro onde consta na pauta a avaliação da Comissão Nacional e ainda o planejamento da região.

   

Memórias do Caminhar II


     Te desejo vida longa vida... te desejo a sorte de tudo que é bom de toda alegria ter a companhia, colorindo a estrada em seu mais belo... Te desejo a chuva na varanda... molhando a roseira para desabrochar, e dias de sol pra fazer os teus planos, nas coisas mais simples que se imaginar... Neste embalo, de bons e profundos desejos, educadores e educadoras foram recepcionados na manhã ensolarada, é claro! Só quem conseguiu levantar na hora! E como o negócio estava complicado, e a plenária com uma pessoa ali, outra aqui... ele, que estava, segundo o acordo do 1º dia, proibido de ser usado nas manhãs para acordar as pessoas, entra em cena o atabaque!

     Assim, depois de uma tão romântica intervenção, a plenária, acordada, viaja até o rio taquari (MS), para ver o que a droga da devastação está fazendo com as margens dos rios e fica a reflexão: o que e como fazer? Voltando para terras goiânas, mais especificamente, no Instituto São Francisco, que mais tarde avaliado como um local, hum.... um pouco restrito para aquelas pessoas ‘noturnas’, sabe? Aquelas que não dormem cedo, falam e riem alto, tentam contar piadas, dançam, jogam... sabem que são né plenária? Pois é... Vamos então para o PNF... o que é isso? Ah! Segundo a Martinha deve ser um prato feito, êta muié doida!!! Então fomos devorar o prato feito, nossa! E que prato.... Levou a manhã inteira para temperar, cozinhar, adicionar outros temperos... e ainda assim, não terminamos a receita... é mas como está tudo em construção, ele ainda está na cota, seria mesmo muito estranho se tivéssemos terminado. 

      12h30 agora sim o rango tá na mesa pessoa!!! Vamu lá atacá!!! Quando se imagina que haverá um momento para se pensar em outra coisa, que não seja debate/encaminhamento/debate... começa-se um outro debate: desta vez é para saber se o prato do dia era arroz com frango ou galinhada!!! Minha nossa, esse povo não dá sossego nem para o prato de galinhada, ou quer dizer, arroz com frango? Vixi.... esse debate foi prorrogado... porque outro movimento começou a se organizar.... os roncos nos quartos..... hum! Teve gente pegando cigarro já iniciado o fumo, guardado no pneu do carro, hã, adivinhem? Não vamos dedurar o companheiro, né Marcel? Ops, foi mal.
Um silêncio de aproximadamente 15 minutos, achamos que haviam alguns grupos se encontrando nos quartos, ã? Pra que? Ah, achamos que estavam em crise de abstinência de reunião.
       
      Ilariê, ilariê.... vai começar! Ilariê, ilariê.... vai começar! Assim, Martinha, Paulo e Fernanda, saíram num cortejo fantástico pelos corredores dos quartos, pois já passava das 14h, e as pessoas esqueceram dos acordos... Vai daqui vai dali e o povo veio, ufa! O MS puxa uma moda... GO com uma dorzinha na curva do braço, dispara a cantar outra... assim uma roda de muita música!!!! De acordo com os bastidores, essas são as vozes que desafinam no poder popular!

       Bom, apresentação dos grupos, até aí o negócio tava rolando, de repente, uma chuva de complicações, e então, debate! Propostas de encaminhamento para continuarmos as atividades, e lá nos grupos, mais ou menos, não importa em qual grau, DEBATE! Então voltamos para plenária... e no cantinho da sala, o grupo que se arrisca com os instrumentos musicais, cantam, dançam, lindos e lindas, êta povo feliz!
     
       Se organizam, comunicam, tentam de uma forma fazer a gestão compartilhada, ou seria um representante dela? Bom, propostas das políticas, são mais uma vez, debatidas! Na plenária, uma duas ou seriam três propostas... quantas mesmas coordenação? Tá, vamos lá.... meio dia atrasados (as), nesse sentimento saímos para chorar, e como tentamos compartilhar sempre, decidimos chorar num coletivo muito maior... no chorinho goiano. Nossa, uma festa muita loca... deixamos de ser expectadores para co-atores, ou protagonistas do show... até grito de ordem rolou! No palco, fomos de quê? De coco, é lógico!!! Gente, a Recid arrasou... e revelou novos (as) dançarinas (os)... ainda não muito satisfeitos foram para o JAZZ, contribuir com o novo ritmo de dança... iiii aí, o povo de lá olhava meio diferente... não se sabe ao certo o que pegou, será que foi o jeito despojados (as) de ser? Abertos a contribuições. A alegria colorindo as ruas de Goiânia e os ônibus... no final pararam num tal de Kid Abelha, por que uma pessoa em situação interessante, estava com fome, e como são pessoas muito solidárias, ajudaram-a na boa alimentação de lanches e batata fritas.... e para beber? É.... é... suco...  na hora de pagar teve gente que saiu correndo, uai, mas não era tudo compartilhado? E, assim o dia e noite, com ainda outras riquezas de detalhes, aconteceu!

Equipe de comunicação do VIII Encontro Macro Centro Oeste.











sexta-feira, 2 de março de 2012

                
        Aconteceu no último dia 29/02, uma manifestação - convocada por diversas entidades - contra o reajuste da tarifa do transporte coletivo. O movimento reivindica que o prefeito cancele o aumento, divulgue a planilha, realize audiência pública e faça a coisa de forma transparente. Além da revogação do aumento, que fará de Campo Grande uma das tarifas mais caras do país, o movimento reivindica diversos outros itens, relacionados à qualidade do transporte público na capital.

     Após a manifestação uma comissão foi recebida pelo secretário de governo do município, Rodrigo Aquino, que apenas recebeu o documento.

 Em assembléia após a manifestação, decidiu-se por um novo ato na sexta-feira, com concentração a partir das 10 horas na esquina da Afonso Pena com a 13.
Hoje a partir das 17:30 horas tem reunião no DCE (Diretório Central dos Entidades) da UFMS para organização da mobilização para o ato. O movimento precisa de um carro de som para sexta, se algum sindicato ou central sindical puder colaborar com o som, além da mobilização, será bem vindo. 

Por Coordenação de Movimento Comunitário do Cedampo (Centro de Documentação e Apoio aos Movimentos Populares)

Memórias do Caminhar I


         Começou o nosso VIII encontro Macro Centro Oeste meu povo, educadoras e educadores populares animados em terras goianas. Além de muita animação e vontade de tecer uma historia diferente para o nosso tão sofrido e massacrado Centro Oeste, trouxeram também na bagagem um pouco de sua cultura regional para compartilhar com todos. O Mato Grosso, por exemplo, trouxe paçoca de amendoin, infelizmente o tradicional afrodisíaco popular para levantar o animo caiu no chão. Trouxe também a resistência do acorda Várzea Grande. Já do Mato Grosso, o do Sul veio rapadura para adoçar a boca da gurizada, é doce mais não é mole não. Veio biscoito também, artesanatos e o som dos tambores, eta povo que não é mole. Do DFE veio a Martinha do coco, com a sua embolada e caxixi em punho, fazendo animação, cantando cinco vezes o refrão sem perder a respiração – Vaca preta e boi pintado. Goiás com muita alegria recebeu sem cara feia, toda a gurizada que veio fazer festa em terras alheia. Não teve arroz com pequi nem tão pouco moda de viola e nem mesmo uma pamonha para contar história. Ganhamos lindas bolsas, são mesmo muito bonitinhas, florzinhas, rosinhas, sem contar as bolinhas, parecem até do clube da Luluzinha. Um design legal, mais como fica a rapaziada? Dê de presente camaradas. Em seguida fomos convidados a tecer no tecidão, identificando as lutas da região. É só o inicio, a tecelagem vai continuar, todo dia um pouco, coletivamente, pintando, bordando o estandarte da gente. Programação, equipes de trabalho, acordos coletivos, mais alguma coisa? Tá bão né pessoá, tamo cansado, amanhã nois vorta.

          Ao som do batuque somos acordados, é hora de acordar gurizada, tomar o café é ir para plenária. Na mística somos convidados a refletir sobre o que mais tem nos aperriado. E nem começou as analises de conjuntura, é só uma introdução, DFE e MS assumem a coordenação do dia. Alegria, alegria. Vamos lá pessoal continuar os estandartes? O trabalho tá ficando bonito, e já tão até inventando uma tecelagem, produção em serie já pensou? E o assessor furou, então vamos dá uma esticadinha. Tá todo mundo caprichando, deixe todos saberem que tudo vai ficar em Goiás. Vamos para plenária é hora da analise de conjuntura de cada estado, não antes de uma ciranda, e essa ciranda não é minha só, ela é de todos nós. É meu povo a situação no DF não vai bem (se cuida agnelo), já a RECID DFE vai resistindo, superando as dificuldades e pondo o bloco na rua. No Mato Grosso o bicho tá pegando, hidronegócio, agronegócio só para começar, e tem as PCH´S, o que é isso? É de comer? Não é pra f.... o povo mesmo. Lá vai uma chalana... assim foi que veio o Mato Grosso, o do Sul. Que trouxe as contradições de um governo dito popular (neodesenvolvimentista) sabe se lá, o que se sabe é que não esta fácil à vida, mais o movimento popular persiste e a luta continua até a vitória siempre. Goiás entrou em cena com os versos de cora coralina. Viajou pela Europa, Norte da África, mundo em confusão, América latina e voltou para o Brasil. As lutas aconteceram mesmo que de forma pontual, mais nos mexemos. Mais se muito vale o já feito mais vale o que será. Esses goianos são de mais, passaram do tempo e ainda querem apresentar um vídeo de mais de 15 min? Assim não dá. “Assistir o vídeo ou não, eis a questão”. Polêmica resolvida vamos para o almoço que ninguém é de ferro. Acorda gurizada é hora de retornar, vamo de coco para animar a galera, e coco é com a Martinha do coco e com o Marcel também, na verdade a turma é boa no coco, não muito na embolada, que o diga a vaca preta e boi pintado.    
   
        É hora do aprofundamento da analise dos estados, e o assessor convidado cochilou. Acorda pessoal uma roda de cochicho para despertar a galera e ver o que há em comum nos desafios de cada estado, tudo e um pouquinho mais. E diante de tudo isso qual é a estratégia da RECID ou seria tática? Vamos entender um pouquinho desse negocio de tática e estratégia. Ok, tudo bem é hora de aprofundar com a assessoria agora bem acordada, ao contrario de alguns na plenária. A assessoria dá uma embolada nas ideias da galera, o que é mesmo tática e estratégia? E a esquerda, ou melhor, e as esquerdas, cada um no seu quadrado, mais que quadrado? Mais ressaltemos temos avançado. Parabéns RECID. Mesmo em uma conjuntura difícil continuamos tecendo no tecido da luta de classes a nossa história. Assim encerramos mais um dia, não antes das reuniões das equipes, mais tudo bem temos folego, mais deixemos um pouco para os três próximos dias que serão de intensos debates, mais que sabemos que são essenciais para que de fato continuemos cantando “Apesar de você amanhã a de ser outro dia”.

Equipe de comunicação do VIII Encontro Macro Centro Oeste.













sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

TPT será realizado em Campo Grande/MS

    Entidades, organizações sociais e populares e de direitos humanos, realizarão o Tribunal Popular da Terra em Mato Grosso do Sul (TPT/MS), entre os dias 30 e 31 de março e 1º de abril de 2012, na Universidade Federal (UFMS), da Capital. 

   Segundo os organizadores da atividade haverá uma programação que pretende conjugar mística, música, teatro e filmes com os momentos próprios da simbolização de um julgamento, no qual haverá denúncias, depoimentos, acusações e defesas. Tudo no marco de uma ambientação que extrapola os limites da simulação de um processo judicial ao mesmo tempo que mantém o conteúdo político e cultural. 

   O Tribunal Popular “é um julgamento simbólico que visa inverter radicalmente a lógica unilateral das arbitrariedades jurídicas do Estado Brasileiro e julgar alguns crimes institucionais emblemáticos que acontecem contras as populações mais vulneráveis do Brasil”. 

      Nesses dias serão recolhidas denuncias de violações de direitos humanos que aconteceram e afetam os povos indígenas, comunidades quilombolas, e populações camponesas que lutam não só pela terra, mas pela permanência nela. Com o eixo “Povos da Terra-Estrutura Fundiária” o TPT vai colocar no banco dos réus o Estado Brasileiro, o latifúndio e o agronegócio. 

       Igualmente se colocará a responsabilidade do Estado de Mato Grosso do Sul perante a violência existente contra os povos indígenas. Isto porque foi evidenciado, segundo os organizadores, que “o Estado Sul-mato-grossense age contra os indígenas como é o caso da demarcação de terra, ao se colocar contra esse processo; Ao não combater a violência contra os indígenas; E evidenciada também no sentimento de desconfiança e insegurança que os povos indígenas têm demonstrado perante o Estado local, nos momentos em que esses povos partem para a reivindicação de seus territórios tradicionais”. 

      A atividade resgata um antecedente importante já acontecido no estado em 25 de julho de 1987; à realização do Tribunal da Terra em MS. Naquela data o Tribunal “trouxe a público os processos de violência contra homens, mulheres e crianças envolvidas nas lutas pela reforma agrária e a demarcação de terras indígenas”. Vinte e cinco anos depois a situação continua “tragicamente atual”, segundo a Comissão Pró Tribunal Popular da Terra em MS. Novos Tribunais foram construídos no Brasil a partir de maio de 2008, quando grupos de trabalho foram organizados em São Paulo, Rio de Janeiro e na Bahia. Eles surgem na ideia de dar um caráter nacional ao evento e mostrar que “as violações praticadas por agentes do Estado de norte a sul do pais ao longo da história do Brasil não são meras falhas do sistema, mas expressam uma concepção de Estado”. 

Fonte: Comissão Pastoral da Terra (CPT/MS) – Tribunal Popular da Terra em MS (TPT/MS)

domingo, 12 de fevereiro de 2012

    É na estratégia em ritmo de som do atabaque que 
a tática para o despertar do debate se inicia em manhã ensolarada na casa da Recid MS. Numa mesa farta e em outra bastante simples, as e os educadores conversam e se alimentam sem entender o que as e os levaram até aquele momento. Foi uma opção ou consequência do destino? Por aí, a reflexão caminhou até chegar em outras dúvidas: O que é estratégia? O que é tática? Qual o nosso eixo de luta?

   A manhã do sábado (11), se tornou intensamente repleta de questões e descobertas fundamentais para o debate que a Recid está discutindo em todo país há alguns dias. Para esse momento, o segundo, da Jornada Pedagógica em preparação aos próximos encontros (Regional e Nacional), organizado pela equipe MS, foram pensadas e organizadas dinâmicas para que o grupo pudesse se aprofundar melhor nas questões propostas.

      Em grupos foram debatidos também os campos: Formativo e Educativo; Comunicação; Gestão compartilhada e Organicidade respondendo as seguintes perguntas: “O texto me impressionou? Qual a impressão? Me vejo no texto? Se não me vejo, como reescrevê-lo?”. De acordo com os grupos, os desafios ainda são muitos em cada campo, e a necessidade de aliar a teoria com a prática é assunto decorrente, afinal, nessa grande luta, o que nos une?

    Depois de uma manhã como esta, não é difícil iniciar a tarde se questionando “Por onde andei?” (Nando Reis)... Assim as educadoras e educadores compartilharam os pensamentos e a reflexão dessa caminhada, e identificarem se estavam por perto, se andaram por caminhos parecidos até chegarem naquele momento de se debruçar sobre as políticas da Recid.

...E foi assim, numa mandala de energias e ainda ao som do atabaque que cada grupo relatou o debate feito.

Acompanhem o relato na íntegra neste blog.

        O próximo encontro está agendado para o dia 25/02/2012, das 8h (café da manhã) às 18h, com intervalo para almoço, na casa da Recid/MS.

sábado, 21 de janeiro de 2012

Jornada Recid MS ao Encontro Nacional

 

    No último sábado (21) a equipe Recid MS realizou uma manhã de estudos com a participação de educadores (as) de ONGs, Associações e Entidades que de alguma forma participam da rede no Estado.

   O encontro faz parte da uma Jornada de Estudos organizadas pela Equipe Pedagógica da Recid/MS e tem por objetivo a preparação do grupo para o XI Encontro Nacional. A ideia é, mesmo que todas as pessoas do coletivo não participem diretamente do encontro, possam entender, compreender e colaborar com o processo.

    Neste sentido, a Recid MS, tendo como referência o texto base encaminhado aos Estados, organizou 5 momentos de estudos distribuídos da seguinte forma: 1º) Viver além da mística de militância, um olhar sobre a conjuntura; 2º) Conceito de Eixos de lutas - Recid X eixos de luta, encaminhamentos; 3º) Plano Nacional de Formação, (o que é Recid?), sistematização; 4º) Políticas da Recid e 5º) Celebrativo/festivo (místicas).

     Os encontros, pensados nos três momentos da educação popular, vivenciou neste 1º dia momentos de maior integração entre o grupo. A mística trouxe danças de roda continuadas com a apresentação das/os participantes que partilharam suas experiências com a Recid, ressaltaram o que acreditavam ser o ponto "suleador" de seu futuro e a partir da ambientação proposta com recortes de jornais locais, as/os educadores destacavam fatos da realidade para debater coletivamente.

   Em grupos, na leitura das páginas 5 e 6 do texto base, levanta-se um diálogo sobre – “Qual o papel que a Recid e suas/seus educadoras (es) populares devem desempenhar para fortalecer o Projeto Popular para o Brasil?”. Em síntese o debate trouxe várias propostas, algumas em continuidade aos processos já iniciados e outras a serem pensadas e organizadas. Entre elas estão: Rodas de conversas itinerantes, com o tema "Aprofundamento da Democracia", resgate da história de outros modelos de democracia e da memória dos movimentos sociais no MS.

     Outra ideia é a criação de mecanismos para medir resultados das ações: O que muda? Quais são essas mudanças? Quais avanços? No sentido qualitativo das ações desenvolvidas pela Recid, assim como, acessar as ferramentas no trabalho de formação nos diferentes eixos de luta. "As mudanças as vezes não são medidas, é na ação que elas são identificadas. Para que estou aqui? Por que? Todo momento pensamos que essa não é a sociedade que queremos, pois todos os dias se espera que um Messias resolva os problemas pela gente", ressalta um dos grupos.

    Outras pontuações estão no campo da mobilização com o intuito de expressão das necessidades do povo, como a principal ferramenta para construção popular. Ainda neste pensamento, levantou-se a preocupação da luta pela diminuição do valor do ônus da luz e a mobilização popular. A exploração do capitalismo não percebido pela sociedade, forçado ao consumo exacerbado, no qual a sociedade é ludibriada.
    

      Levanta-se também a questão dos vales rendas, como exemplo é citada a situação indígena, com uma fala bastante escutada no Estado - “Por que eles querem terra se já possuem vale renda?”. “Os vales rendas, mesmo sendo programa de inclusão, excluem de certa forma o/a beneficiado/a, como meio de fortalecimento do capitalismo”, afirma outro grupo.

      O próximo encontro está agendado para o dia 11/02/2012, das 8h (café da manhã) às 17h, com intervalo para almoço, na casa da Recid/MS.